O medo é a fé no azar ( por Caio Fábio )

O medo é um poder dos maiores que existem…

Sim, o medo opera como a fé em antítese…

Assim como pela fé todas as coisas se organizam em nosso favor, pelo medo todas as coisas se organizam de modo negativo contra nós…

Azar é o processo que o medo deflagra…

Sim, o azar é o medo em processo e sistematização…

Mais: o azar é a fé do medo…

Por isto se diz: “Aquilo que eu mais temia isso mesmo me sobreveio!

Uma mente tomada de medo é uma usina de fantasmas, demônios e toda sorte de liberação de energia psíquica auto-destrutiva…

Poltergeist [Poltergeist - Wikipédia, a enciclopédia livre] é apenas uma manifestação do medo…

Sim, o medo humano é capaz de matar e de morrer…

Quem tem medo ainda não foi aperfeiçoado no amor, pois, no verdadeiro amor não existe medo…

O amor inocenta a vida em relação ao poder do medo!

Mas aquele que teme…, que anda culpado…, que aceitou a terror como vereda…, que deixou o medo ser o guia de sua alma… — esse entrou no túnel do azares e dos poderes auto-destrutivos…

Quando a mente entra no terror até Jesus vira fantasma!…

É um fantasma!” — gritou Pedro no meio do medo…

Numa casa, quando há uma alma entregue às forças do azar, do medo sistêmico, e da culpa neurótica, o resultado sempre é que as coisas são jogadas pelos ares… ainda que não haja nenhum Poltergeist…

Sim, de súbito a vida começa a se tornar um caos, e tudo quanto se temia nos sobrevém…

Aquele, porém, que anda em fé, e que não teme mais nada, e que de nada se ocupa quanto ao morrer ou quanto ao encontro com a dor…, esse caminha livre, e, estranhamente, desse também os males fogem…

Creia nisto!

Não inventei nada…

Este é também ensino do Evangelho!

 

Nele, em Quem todo medo deve morrer,

 

Caio

10 de setembro de 2009

 

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Esta é a minha igreja, você quer ser parte dela ?

Quando Jesus disse que o “reino de Deus” ou o “reino dos céus” seria semelhante a [...] uma semente pequena que cresceria; ou como um fermento imperceptivelmente penetrante; ou como um tesouro escondido no campo; ou como uma pérola de grande valor, porém não disponível aos sentidos de todos; ou como uma candeia que iluminaria a todos os que estivessem na casa; ou ainda como o sal da terra — Ele apresentava, também, ao assim dizer, o paradigma do que a Igreja [a Dele] deveria ser como expressão visível do reino de Deus na comunidade humana.
Desse modo, as ênfases de Jesus são aquelas ligadas ao pequeno que cresce naturalmente a fim de acolher… [semente/árvore]; ao que tem como poder a pervasividade discreta [fermento]; a um valor indizível e que é conhecido apenas por quem o venha a conhecer em seu real significado [a pérola]; a uma riqueza escondida dos olhos de todos, e que não é objeto de propaganda [o tesouro oculto]; a uma luz para os da casa [a candeia; que ilumina a muitos se aumentarem as casas com sua luz no interior]; e à qualidade de gosto da presença dos discípulos, com poder de dar gosto divino onde estejam [o sal da terra].
Ora, em nenhuma dessas coisas a ênfase está na grandeza, na publicidade, na promoção ou na propaganda!
Ao contrário, a ênfase está na naturalidade do crescer, na pervasividade e na penetração decorrente de ser, no significado intrínseco da coisa em si, na sobriedade oculta de tal poder, que fascina por não ser massificado; na iluminação de grupos pequenos, como numa casa, e que altera primeiro os de dentro, e, aumentando o número de casas/povo iluminados, se faz visível ao mundo; e, sobretudo, a ênfase recai na qualidade essencial da natureza existencial dos discípulos, os quais, à semelhança do sal, podem dar sabor à vida dos que os cerquem, pelo fato de que eles têm tal gosto/sabor/qualidade em si mesmos.
Agora, compare isto com os modelos de “igreja”. Sim; com a ênfase na propaganda, no mercado, nos nichos, na promoção, no show da fé, na massificação sem rosto, no crescimento quantitativo, na artificialidade dos modelos de crescimento piramidal; ou ainda: compare com a venda do “Evangelho” como produto de salvação; sempre para fora; sempre para o mercado; sempre segundo a Coca-Cola, ou a Pepsi, e nunca segundo Jesus; o Qual, entre nós, fazia tudo com discrição, sem o afã das promoções; e que mais que frequentemente, pedia que Dele não se fizesse propaganda, ou que se O expusesse à publicidade; posto que Seu modus operandi cumprisse a profecia que dizia: “Nas praças [Ele] não fará ouvir a Sua voz!
O que isto significa? Que não se pode fazer propaganda de Jesus?
Sim; significa isto mesmo!
O Jesus propaganda é o Jesus do Mercado; é o Jesus do Bazar; é o Jesus da Venda; é o Jesus do Mundo!
Na realidade se diz que “a fama de Jesus corria por toda parte” e que “as multidões vinham ouvi-Lo de todos os lugares”.
Todavia, isso acontecia porque acontecia; porque era verdade; porque não se consegue esconder a luz; porque se o sal for jogado na terra nota-se a diferença pelo sabor; porque se a semente virar árvore as aves dos céus a encontram com naturalidade; porque o achar da “pérola de grande valor” faz aquele que a acha sair alegre com tal descoberta; porque o “tesouro escondido no campo”, uma vez que nele se tropece, faz o achador vender tudo e comprar o campo, a qualquer custo ou preço, tornando qualquer esforço apenas um ganho, uma alegria!…
Assim deveria crescer o “reino de Deus” entre os homens; e assim deveria ser com a Igreja dos discípulos de Jesus como expressão do “reino de Deus” na História.
Ora, isto faz sentido com a lógica de Jesus em tudo; embora difira radicalmente das lógicas humanas!
Sim; pois foi Jesus Quem disse que o grão de trigo tem que morrer a fim de dar muito fruto; que aquele que busca se salvar, perde-se; que aquele que morre, vive; que aquele que se humilha, será exaltado; e que é o pequeno que se faz grande!
O problema é que desde os apóstolos [...] pensar diferente sempre foi uma tentação. Tiago mesmo se vangloriava de ter “milhares e milhares com ele em Jerusalém”, e também que um grande número de sacerdotes do judaísmo [...] eram cristãos “zelosos da Lei de Moisés”.
Paulo parece ser o exemplo a ser seguido entre os apóstolos como aquele que não desistiu jamais do paradigma de Jesus; sem surtos de tomadas de cidades; sem querer erguer nada no Areópago; sem pretender nada além de ir plantado sementes de igreja nas casas; sem buscar conluio com autoridades das sinagogas; sem falsas expectativas —; enquanto, assim procedendo, em nenhum outro tempo apostólico [...] as coisas geravam mais bulício, produziam mais impacto nas cidades, alvoroçavam mais o mundo!
A Igreja que revolucionou o 1º e o 2º Séculos foi a de Paulo, não a de Tiago, a qual tinha Jerusalém como modelo!
Do 4º Século em diante, todavia, houve uma fusão do modelo de Jerusalém [o de Tiago] com o paganismo cristianizado, miscigenado, sincretizado, politizado e cooptado pelo Imperador Constantino.
Sim; esse é o modelo que vige até aos nossos dias!
Até mesmo o Protestantismo das raízes mais bem intencionadas se serviu dos aparatos que o Catolicismo havia produzido; como, por exemplo, os grandes prédios de culto ao estilo romano; os modelos oficiais de sacerdócio; as hierarquias de autoridade; a oficialidade dos sacramentos; a liturgia do culto; o oráculo procedente de oficiais; os vínculos com as realezas; o conluio com os principados políticos; e, consequentemente, com a propaganda e o mercado.
Assim, a Igreja casa [grão de mostarda] deu lugar à “igreja” Catedral; a Igreja fermento deu lugar à “igreja” da influencia; a Igreja do valor intrínseco deu lugar à “igreja” do intrínseco valor da propaganda; a Igreja do tesouro oculto deu lugar à “igreja” das promoções de poder.
Ora, é por isto que nos últimos 1700 anos a “igreja” teve todos os poderes do mundo na mão, mas o mundo apenas piorou! — sem falar que a Igreja de Deus teve que se ocultar ainda mais nas sombras da “Igreja dos Homens” ou até fora dela!
Desse modo, afirmo que faz milênios que o mundo não assiste ao que possa ser a verdadeira revolução da Igreja; sim, desde os dias em que gente como Paulo praticava a grandeza do pequeno; seguia a fermentalidade subversiva do oculto; celebrava com bravura feliz o achado de grande valor para o coração; e a criação de uma rede de amantes de Deus guiados pela leveza da Palavra apenas — em casas, em bosques, em pequenos grupos, em porões, em jardins particulares, em lugares públicos abandonados, etc… — sim; desde aquele tempo o mundo não viu mais o poder subversivo e sem dono humano da Igreja de Deus!
A revolução da Igreja no mundo decorre de sua disposição de ser não-proprietária; de ser hebreia na leveza peregrinante dos seus movimentos; de ser discreta e prática nas suas obras de amor; de ser o mais livre possível dos poderes constituídos deste mundo; de ser uma comunidade de amor, que se reúne para compartilhar a Palavra, orar, adorar e ajudar-se mutuamente; enquanto vive o testemunho do Evangelho em serviço de amor no mundo.
Se um dia essa Igreja reaparecer em grande escala de multiplicidade não adensada; se ela ressurgir na subversão de ser sem a propaganda de aparecer em outdoors; se ela ressurgir como agente ocultamente visível apenas por suas obras de generosidade e graça; se ela emergir como sombra simples que decorre da sua própria natureza; e se seu gosto for renovado pela qualidade existencial dos seus agentes — então, outra vez, sem que isto decorra de um plano ou de uma estratégia, mas da mera expressão da própria natureza de ser desse ente santo, o mundo tremerá sem saber nem de onde vem o abalo.
Nós, todavia, fomos ensinados pelo diabo que isto é morte, é fraqueza, é moleza, é perda de poder, é desistência de status, é suicídio, é entrega do que se conquistou ao mundo; é coisa de maluco; sim; de gente que perdeu a visão, perdeu a ambição, perdeu o espírito profético.
Sim; diante disso o diabo diz à “igreja”: “Jamais! Isto de modo nenhum te acontecerá, Senhora!
Ao que Jesus continua a responder: “Arreda de mim, Satanás; pois para mim tu és pedra de tropeço!
Eu, porém, sei que grito no deserto; sei que sou lido como louco; sei que tais palavras são consideradas insanidades; sei que não serei ouvido; embora, em meu coração, saiba também que aqui e ali uns poucos me entendam; e, assim, eu julgue que pela conversão de alguns [...] o que hoje seja horrível, possa ser de um modo ou de outro melhorado; ou, pelo menos, possa, em acontecendo em que escala possa acontecer [...], suscitar, emular ciúmes na “Israel/Igreja/Pedrada” — usando os pensamentos de Paulo em Romanos 9,10 e 11.
Nele, em Quem tenho a consciência tranquila quanto a nunca ter deixado de dizer o que Igreja é para Jesus.
( TEXTO DO CAIO FÁBIO RETIRADO DO SEUS SITE WWW.CAIOFABIO.COM )
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Mais um ano de caminhada

Estação Jacarepaguá em Movimento.

 

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Uma noite de paz

Vídeo Reflexão 

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Afinal! O que é o natal ?

Certamente a resposta é mais simples do que pode parecer?

Dizer que é uma data adotada por Roma para aniquilar uma festa que não agradava os líderes da igreja da época, já não é mais novidade pra muita gente. Dizer que o nascimento de Jesus  deu-se  entre abril e maio, também não.  Uma data em que pessoas se endividam por não conseguirem resistir aos apelos de marketing, talvez  seja uma das definições mais apropriadas.

Posso dizer então sem medo de errar, que uma definição simples para o natal é falar  que trata-se de uma festa inventada, em uma data equivocada, que depois de consolidada foi totalmente deturpada. E acredite, não quis  aqui rimar nada! rsrs

O natal então é uma deturpação dupla. Primeiro deturparam a verdade, e depois deturparam a mentira gerada pela  deturpação da verdade.

Eu explico:

Deturparam a verdade, quando pegaram um fato real e resolveram usá-lo como pretexto para aniquilar uma festa tida como pagã, gerando então uma mentira.

Depois deturparam a mentira, tirando dela a real importância que a data deveria ter se fosse verdade. E esta deturpação acontece principalmente  devido a troca de presentes. Esta prática é derivada do festival de Saturnália. Este festival era uma festa romana em homenagem ao deus saturno, comemorada no dia 17 de dezembro, e que por meado do Sec, IV acabou sendo incorporada ao natal, como meio de absorver mais fiéis. Neste festival trocavam-se presentes entre os adeptos da seita.

Se formos seguir esta linha, muitas coisas poderiam ser ditas. Mas eu particularmente acho que todas elas, pouco podem contribuir para alguma coisa que valha de fato apena. Tudo dentro dessa linha trata-se de conhecimento para papo de botequim ou preparação de longos e enfadonhos sermões. Para os teólogos presunçosos e metidos a saber tudo, ah!, para eles sim é um prato cheio.

Mas se o intuito de refletir sobre o natal é chegar mais perto do carpinteiro de Nazaré, JESUS, o papo tem que ser outro. O papo tem que ser “reto”, isso mesmo , sem muita teologia, sem rodeio.

O fato é que Jesus Cristo nasceu, e a data não importa , o que importa é que ele nasceu.

Se você tem sede não importa saber como a laranja foi espremida,  o mais importante é beber o suco.

O ponto nefrálgico do tema,  é a distinção do nascimento histórico de Jesus e do seu nascimento em nossos corações

 O problema é que para a maioria, ele nasceu apenas na história, seu nascimento trata-se de uma realidade dentro da Bíblia e somente nela tem sentido de ser.

Portanto, a maior reflexão que podemos fazer é uma autoanálise. Jesus nasceu dentro de mim? Eu já sei a resposta quanto a minha vida? E você ?

Que evidência você tem na sua história de vida, que Jesus não é apenas um fato histórico, e que de fato nasceu no teu coração ?

Jesus dividiu a história em duas eras conhecidas:  A.C e D.C.

Existia um mundo antes dele e um depois dele, sua passagem por aqui dentro de um corpo humano e debilitado pela sua humanidade, não foi despercebida. Ele marcou o mundo !

O que quero dizer com isso? O que quero dizer com isso é que se ele for real para você meu amigo, a sua vida será marcada com um A.C e um D.C.

Nada fica igual.

As lutas continuam, os problemas também, você não vai ganhar todas, assim como também não vai perder todas, talvez continue no mesmo emprego, talvez continue casado, talvez não, talvez deixe de ser solteiro, talvez não, talvez continue pobre ou até piore, ou talvez não. Mas o que muda de fato é o teu interior, as suas premissas de felicidade são refeitas.

Daí já não importa o que te aconteça, porque o mais importante já aconteceu: O nascimento de Cristo no coração.

 E com este nascimento, nasce  a certeza da eternidade, a certeza que a vida não é só o aqui e o agora. Nasce a certeza de que um  dia estaremos para sempre com o Pai, em plena comunhão, em um novo corpo, em uma nova dimensão .

 E isto independentemente do que se possa fazer, pois a salvação não é por obras, é um dom de Deus.

O amor a Deus , o amor pelo próximo e a sintonia com a natureza, ficam mais latentes quando se experimenta o nascimento do carpinteiro no coração.

O que é o natal ? Muitas coisas diferentes , para muitos tipos de pessoas.

Mas a pergunta é: O que o natal é para você?

Por

Patrick Gayer

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Jesus ou Yaohushua ?

Resposta a  carta enviada pelo reverendo kleber sobre o tema ( vide comentário a direita do blog ).

Kleber,

Quando você começou a escrever me chamando de amado e irmão, já fiquei preocupado, pois é assim que muitas vezes os crentes chamam as pessoas com as quais não concordam, ou não gostam. Talvez um jeito “santo” de xingar alguém. Nem sempre foi assim, nos tempos bíblicos não era assim. Quando era pra pegar pesado se falava “raça de víboras” quando era comunhão se falava “meus amados”.

Hoje isso mudou, mas algumas pessoas ainda conseguem usar os adjetivos com coerência, por isso continuei lendo sua carta.

Porem logo vi que minha preocupação estava certa, pois apesar de me chamar de amado, no final da sua escrita me chamou de “teimoso” e “tolo”. O que me entristece é que você nem me conhece, não sabe nada sobre a minha vida, contudo, chega e me julga.

Definitivamente não gosto de ser chamado de amado, principalmente se este adjetivo vem de crentes.

No entanto, Kleber, deixa eu me fazer mais claro. Deus, Jesus, ou o cara lá de cima, sabe quando se está falando com Ele, ainda que não se pronuncie nome, ou palavra alguma, e sei que você também acredita nisso. Pois tudo que você sabe hoje, nem sempre soube, principalmente quando começou a sua caminhada, não é mesmo ? E apesar disso Ele sempre te ouviou. É sobre isso que escrevi para o Joelson.

Estes dias conheci um homem no ônibus, que chamava madeira de “tauba” e que matava o bom português, em praticamente todas as frases. Ele me viu lendo a Bíblia e começou a puxar assunto. Conversamos cerca de 2h ( o transito pra cidade está uma calamidade ). Muito me alegrei com a sua fé no salvador, com a simplicidade do seu coração e esperança na glória. Quase a todo o momento ele repetia: “Meu Jesus é lindo, meu Jesus é bão mermo”….

E sabe de uma coisa, ele não faz a mínima idéia de qual o nome verdadeiro, e porque no hebraico isso, porque os judeus aquilo etc… E daí ? O que mudou pra ele ? Nada ! Deus continua sendo Deus, ele continua sendo transformado dia a dia, em franca santificação, aprendendo, crescendo, pecando, sendo perdoado, magoando algumas pessoas, pedindo perdão por isso, e vivendo e vivendo o evangelho no chão da vida…

De modo, que é por isso que digo que este assunto não tem importância em nosso tempo. Nos tempos antigos, a quantidade de deuses que eram clamados era absurda, e por isso saber o nome do verdadeiro Deus tinha maior sentido do que agora. Mas amém.

O que disse para o Joelson e repito para você Kleber, é que fiquem a vontade para chamar Deus como acharem que devem, fico muito tranquilo quanto a isso, porque Graças a Yaohúshua ( cara lá de cima ), sei que Ele ouve , abençoa, perdoa, salva, purufica e ama, a todo aquele que O buscar de todo o coração.

Nele, que me ouve mesmo quando não falo, ou pronuncio nada.

Nele, que abençoa os irmãos que se alegram por Jesus ter morrido na cruz de “tauba”, da mesma forma com que abençoa os que discutem sobre o nome verdadeiro

Nele, que não faz acepção de pessoas, e nem chama de tolo, a quem o busca com todo o coração, é que escrevo. Amém !

Patrick Gayer

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Lugar de encontro

Não é preciso estrutura física privilegiada, com grandes aparatos de sons e caixas de retorno, bancos feitos com mais nobre madeira e gastos enormes com ar condicionado.

Pois nestes ambientes sempre se desencadeia uma busca ensandecia para se encontrar dinheiro para manter a estrutura funcionando.  Os apelos por ofertas, dízimos e trízimos e campanhas em cima de campanhas se tornam a razão de existir do grupo.

O encontro não pode existir por causa do encontro.

Também não é preciso desapropriar a população da possibilidade de ter um cinema perto de casa. O cinema que da minha adolescência hoje virou um reino, dizem que é de Deus!?!?

Não seja assim, o encontro não pode ser usurpador.

Também não é preciso colocar alto falantes virados para as casas no último volume, para perturbar a paz, de quem em casa preferiu ficar.

O encontro não pode ser inconveniente.

Que também não seja um desfile de modas, onde todas as curvas são valorizadas, onde as jóias se apresentam devidamente polidas e os discursos arrogantemente preparados.

O encontro não pode tornar inviável a presença do mais simples.

O verdadeiro mistério do encontro entre irmãos de fé, para celebrar a vida e alegria de pertencer a Cristo, acontece na simplicidade do coração dos que se encontram.

Quer seja em um prédio humanamente ornamentado, ou em um bosque divinamente preparado pela mão do criador, senão houver simplicidade no coração daqueles que se encontram, apenas haverá o cumprimento de uma reunião, e nada mais.

Porem, quando o valor que se dá ao lugar do encontro perde o seu valor, quando não se importa mais o local do encontro e passa-se  a valorizar as pessoas que se encontram, tudo começa a fazer sentido espiritual.

Sendo assim, as pessoas podem se apresentar como de fato são, sem mascaras, não há mais julgamento, não há mais acanhamento da alma, todos sabem que são imperfeitos e não tem vergonha de assim se declararem, todos sabem que em algum momento pisam na bola, que são infiéis mesmo, porem descansam na certeza de que Deus permanece fiel.

Descansam sim, mas não se acomodam jamais. A Graça de Deus não é lugar de acomodação, mas sim de consolo, descanso e paz.

Não há espaço para acomodação para os que assim se reúnem. Todos aprendem uns com os outros, tanto com os acertos como com os erros e crêem que estão dentro de um processo de santificação contínuo, que só será completo na ressurreição do corruptível pelo incorruptível.

Não há apelos por freqüência ao culto, pois os que se encontram com coração simples em trono de Cristo, já entenderam que é impossível ir ao “culto”, pois o culto não é um lugar que se pode ir, ou algo que tem hora para começar, o culto a Deus acontece no interior de quem já atendeu o chamado do Pai.

Deste modo mesmo os que não aparecem ao encontro físico entre irmãos, estão em culto com própria vida, aonde quer que estejam.

O culto acontece na vida, acontece no caminho, acontece todo dia, a toda hora. O verdadeiro culto acontece na horizontalidade do relacionamento com o meu próximo em todo lugar em todo momento.

De modo que sentado com irmão em baixo de uma árvore, cercado de toda informalidade que a natureza proporciona, também há seriedade, também há presença de Deus e também há união em Cristo com plena comunhão.

“Minha igreja é debaixo de uma arvore olhando pro céu, lendo e conversando com meus brothes na fé. No caminho é assim Paz e Bem” Gláucio Carvanny

Coisas assim sempre existirão enquanto houver corações simples valorizando Cristo como razão do encontro ao invés da geografia do encontro.

Vem e vê. O reino é simples!

Patrick Gayer

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