Família

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Hoje fui convidado para levar uma reflexão sobre este tema, numa reunião no lar de um amigo meu, onde estará reunida toda a sua família. Fiquei pensando sobre o tema e resolvi compartilhar algumas coisas com vocês.

No dicionário Família tem o seguinte significado: “Grupo de pessoas de mesmo sangue, como filhos, irmãos, sobrinhos etc…” ou “Grupo de seres que apresentam características comuns, família espiritual”

Uma coisa fica clara para início de conversa, embora não podemos negar que os laços de sangue caracterizam e separam os indivíduos cada um em suas famílias, a família não se resume a pessoas de mesmo sangue, não existe família no sentido mais amplo da palavra, pelo simples fato da presença de semelhança genética, ou seja, não são os laços do DNA que constituem uma verdadeira família.

Da mesma forma que um contrato no papel não gera um casamento de fato, a descendência genética também não constitui uma família. Ambos precisam de algo mais profundo para existirem de verdade, algo insubstituível, precisam de uma coisa que não se pode garantir em assinaturas em cartório e também não podem ser pesquisados em ampolas de laboratório. Eu estou falando do amor.

Das 4 coisas que quero compartilhar com vocês, e que considero fundamental para a existência da família, a primeira é o amor.

Sem o amor, não há possibilidade só resta a impossibilidade, sem amor não há o caminhar mais uma milha. Chorar com os que choram, sorrir com os que se alegram só é possível  pelo o amor.

Não existe amor verdadeiro senão for nos termos da graça.

Deus nos amou de tal maneira que deu o seu filho unigênito para que morresse em nosso lugar,  nos possibilitando assim de encontrar salvação para as nossas almas. E Ele nos amou por que? Nos amou, porque nos amou e pronto! Não fizemos nada para merecer este amor, não há coisa boa suficiente em nós que nos torne merecedores deste amor, como também não há coisa  demasiadamente terrível que nos afaste deste amor. E é este amor que inserido e vivido na família a torna real.

Há amigos tão leais uns com os outros que comumente chegam a declarar que são como uma família, e de fato são. Pois o amor é mais forte do que o laço de sangue. Um homem e uma mulher por exemplo que se casam constituem uma família, mas não possuem ligações de sangue, e sim de amor.

No entanto, o fato da família viver esse amor, não significa que tudo será perfeito. O próprio Deus se irritou com o seu povo, prova disso foi a retirada do homem e da mulher do Jardim do édem, o dilúvio, a escravidão etc… e logo depois reverteu a situação com o arco da aliança, com libertação e com salvação, com cruz. E o que foi isso, senão um ato de perdão.

Perdão, a segunda coisa que não pode faltar na família. O perdão deve estar sempre presente, ele funciona igual a um celular ou computador, que possui um sistema de reinicialização a configuração inicial. Ontem minha filha ( 10 anos ) estava chorando quando me trouxe o seu celular , pois ele estava super- lento, travando, ficava com a tela escura etc… o problema é que ela baixou tantos aplicativos, jogos, downloads e outras coisas mais, que o celular simplesmente estava pedindo “arrego”. Não tive outra saída, entrei em configurações e cliquei no ícone que fazia o celular voltar aos padrões iniciais. Pronto, o celular voltou a ficar rápido. O perdão faz isso, restaura o amor.

Em terceiro lugar vem a comunhão. Ela funciona como  a manutenção do amor e do perdão. Veja o texto a baixo: ( marcos 5:41-43 )

“Tomou-a pela mão e lhe disse: “Talita cumi!”, que significa “menina, eu ordeno a você, levante-se!”. Imediatamente a menina, que tinha doze anos de idade, levantou-se e começou a andar. Isso os deixou atônitos. Ele deu ordens expressas para que não dissessem nada a ninguém e mandou que dessem a ela alguma coisa para comer.”

Jesus efetuou o milagre da ressurreição da menina, mas logo em seguida mandou que dessem a ela de comer, pois o milagre que ele operara precisava de manutenção, caso contrário a menina morreria de novo.

O amor e o perdão são milagres de Deus na vida da família, que precisam de manutenção, e a manutenção é a comunhão, que vem por meio da comunicação. E a comunicação acontece quando ambas as partes envolvidas, sabem ouvir e também tem a oportunidade de falar.

Já parou para pensar no por que oramos? Se Deus já sabe de todas as coisas, para que orar?  O principal motivo da oração é para que mantenhamos comunhão com o Pai. Não existe comunhão sem dedicação a alguém, precisamos empegar diálogo, tempo e respeito para que a comunhão se estabeleça.

E por último, vem o que considero chave em todo este processo que é a consciência para com Deus. Lógico, as últimas 3 coisas que vimos são indispensáveis, mas muitas vezes  consciência para com Deus é o que torna isto tudo viável. Muitas coisas não tem sentido,  são intragáveis, indigestas, ruins para o corpo e para a alma.

-Como eu posso amar alguém que só sabe me maltratar, me humilhar, me aborrecer, me desonrar?

– Como vou perdoar alguém que vive cometendo os mesmos erros?

-Como vou ter comunhão, diálogo com alguém tão cabeça dura?

Leia o texto abaixo comigo: ( 1Pe 2:18-19)

“Escravos, sujeitem-se a seus senhores com todo o respeito, não apenas aos bons e amáveis, mas também aos maus. Porque é louvável que, por motivo de sua consciência para com Deus, alguém suporte aflições sofrendo injustamente.”

Não, Pedro está louco, não é bom  nem louvável sofrer injustamente. Quem entre nós gosta de sofrer injustamente? Quem ?

Não…, parece, mas ele não está louco. O que torna louvável suportar aflições sofrendo injustamente, o que torna possível caminhar mais uma milha, o que faz com que ofereçamos a outra face,   é  a CONSCIÊNCIA PARA COM DEUS, descrita no texto.

Tem situações dentro do casamento que em certos períodos se tornam insustentáveis, o tratamento que certos filhos recebem de seus pais e vice-versa, as vezes são inconcebíveis. Nestes momentos o sentimento de amor vai ficar abalado, o palavra de perdão vai engasgar e a comunhão vai estremecer.

A CONSCIÊNCIA PARA COM DEUS,  é o algo a mais que os cristãos verdadeiros possuem,  não estou falando de frequentadores de templo e nem de adeptos ao cristianismo, entenda-se por cristãos os seguidores de Cristo, os convertidos ao amor do Pai, cristãos são todos  aqueles que entenderam que o amor de Deus, só tem sentido e só é real quando manifestado em favor do meu próximo e não contra ele. Sim para estes, a luta pela família tem um algo a mais que se chama Consciência para com Deus.

Porem a consciência para com Deus, não substitui o amor, o perdão e a comunhão. A nossa consciência para com Deus irá nos ajudar quando estes 3 pilares estiverem abalados.

Reflita nisso!

Está feito, falarei sobre isso hoje a noite na casa do meu amigo. Espero que tenha contribuído um pouco para a saúde da sua família.

Abraço e até a próxima.

Nele que torna o impossível possível

Patrick Gayer

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